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Precisamos Falar Sobre a Noruega

  • Foto do escritor: Wilson Ricoy
    Wilson Ricoy
  • 25 de jun.
  • 4 min de leitura

Faz algum tempo que não publico nada por aqui. Muito tempo, para falar a verdade. Mas senti vontade de escrever alguma coisa além da música, negócios e empreendedorismo. Decidi escrever sobre algo que tem me emocionado de maneira profunda nas últimas semanas: A Copa do Mundo de Futebol de 2026.


Sim...eu me emociono (e muito) com o esporte.


O esporte sempre esteve presente em minha vida, direta ou indiretamente. Além do tradicional futebol com os amigos no final de semana, já joguei vôlei, handbol e basquete (esse, levei um pouco mais a sério por algum tempo). Além disso, pratiquei algumas artes marciais, como Karatê e Judô, até me encontrar no Aikidô, que pratico até hoje.


Tenho certeza de que o esporte me ajudou muito com tópicos que me são fundamentais hoje: disciplina, comprometimento, trabalho em equipe, foco e resultados. Esses pilares são de grande importância na minha vida pessoal e profissional.


Isso posto, digo que me emociono demais com os dois principais eventos esportivos deste nosso planetinha azul: As Olimpíadas e a Copa do Mundo de Futebol.


O nível de entrega, raça, força, técnica e emoção em cada disputa muitas vezes me levam às lágrimas, pela oportunidade de poder estar presenciando a grandeza de cada atleta em estado puro.


A Copa do Mundo de Futebol de 2026, independente de até onde o Brasil irá chegar, já se tornou uma das mais marcantes da minha vida. Pela primeira vez, pude acompanhar praticamente todos os jogos e pude presenciar momentos que, sem dúvida alguma, vão entrar para a história do esporte mundial:


  • Lionel Messi se tornando o maior artilheiro da História das Copas;

  • Cristiano Ronaldo se tornando o jogador mais velho a marcar um brace (dois gols em uma mesma partida) em Copas do Mundo;

  • O Goleiro Josimar "Vozinha" de Cabo Verde, que, com 40 anos de idade, operou milagres e garantiu um empate histórico por 0 a 0 contra a poderosa Espanha, saindo de campo aclamado como herói nacional;

  • A torcida da Inglaterra cantando Wonderwall, hit da banda Oasis, a plenos pulmões no estádio, emocionando a todos, inclusive os jogadores, levando alguns deles às lágrimas;

  • E, claro, o Hino Nacional Brasileiro ecoando de forma avassaladora no Hard Rock Stadium, na Florida, na partida contra a Escócia, como se estivéssemos em um Maracanã lotado.


Todos os momentos maravilhosos acima, sem dúvida, ficarão gravados na memória de todos aqueles que tiveram a chance de ver e experimentar o que faz uma Copa do Mundo ser tão especial.


Mas...precisamos falar sobre a Noruega.


Até então, a única coisa que nós, desavisados, sabíamos, era que a seleção da Noruega teria em suas fileiras o atacante Erling Haaland, de 25 anos, que joga no Manchester City, da Inglaterra.


E aí, começou a Copa...


A Noruega disputou sua primeira partida contra a seleção do Iraque e, no dia 16 de julho de 2026, pudemos presenciar uma das maiores demonstrações coletivas de união, entrega, força e emoção já vistas no esporte.


Milhares de torcedores sentados uns atrás dos outros, como se estivessem em um enorme drakkar, aqueles imponentes barcos vikings, que normalmente vemos em filmes.


Então, um bumbo começa a ditar o ritmo dos movimentos.


Para cada batida compassada do tambor, todas as pessoas esticam os braços para a frente e puxam o ar firmemente para trás em um movimento contínuo, exatamente como se estivessem segurando e puxando remos pesados, gritando “RÔ”, remetendo diretamente ao momento histórico em que os navios nórdicos recolhiam as velas e os guerreiros remavam com força máxima para desembarcar nas praias antes das grandes batalhas.


À medida que o ritmo das batidas acelera, os movimentos de remada ficam mais rápidos e intensos. A celebração atinge o ápice quando o grupo inteiro se levanta de uma só vez, pulando, gritando e celebrando a vitória.


Detalhe: esse ritual também é repetido ao final da partida, com jogadores e equipe técnica da Noruega fazendo o mesmo dentro de campo, em conjunto com a torcida nas arquibancadas.


Esse ritual rodou o mundo e viralizou de maneira intensa rapidamente. Repostei alguns desses vídeos recentemente no meu instagram (não me segue ainda? Seja bem-vindo: @wilsonricoygtr) com alguns desses momentos icônicos e outros totalmente inesperados e igualmente épicos, como a torcida norueguesa repetindo esse ritual em escadas rolantes e estações de metrô dos Estados Unidos.


O que me chama a atenção: em um mundo marcado atualmente por guerras, polarização política e intrigas internacionais, a Noruega dá uma verdadeira aula sobre como propósito, determinação e união pode fazer algo grandioso. A lição que fica não é apenas de uma torcida, mas de uma Nação. Alguns pontos muito importantes e que podem (e devem) nos proporcionar uma reflexão um pouco mais profunda:


  • Talento individual pode ganhar jogos, mas propósito coletivo constrói legados;

  • Liderança é influência e não hierarquia;

  • Engajamento é uma via de mão dupla;

  • Grandes resultados são consequência de pequenas consistências.


O exemplo da Noruega mostra o poder de uma Nação trabalhando com todas as pessoas unidas por algo maior do que elas mesmas. Essa lição vale muito, muito mais do que qualquer tipo de troféu.


Não sei até onde a Noruega vai chegar nesta Copa. Tomara que chegue longe. Porém, independente do resultado, o legado e a lição que ela deixa, é algo que deve durar para sempre e servir de exemplo para tudo o que está acontecendo no nosso País e no mundo.


RÔ, Noruega!

 

 

 

 
 
 

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© 2015 por WILSON RICOY, Orgulhosamente criado com Wix.com

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